Como descobrir se um vídeo é produto de Deepfake?

Recentemente abordei aqui o cabeludíssimo tema da Deepfake, a tecnologia de manipulação de conteúdos em áudio/vídeo que vem se popularizando na web, e já causando temores e estragos.

Já expliquei, de forma suscinta, que como toda novidade digital que se vale da IA para existir e, sobretudo, para se aprimorar, a Deepfake já evoluiu e continuará evoluindo, o que nos obrigará a desenvolver formas de nos protegermos das armadilhas que ela pode colocar em nosso caminho.

Dito isto, e agora respondendo à pergunta proposta no título, descobrir se um conteúdo – especialmente em vídeo, é produto de manipulação Deepfake não é uma tarefa fácil. Se fosse, o alarde e a preocupação com esse fenômeno não seriam tão grandes.

A grande verdade no momento é que até olhares mais treinados podem cair, tamanha a sofisticação (progressiva) das sobreposições de imagens… da imitação das vozes, do gestual, dos movimentos labiais e até das expressões e micro expressões dos olhos.

Então, pensei em dar aqui algumas sugestões de aspectos de um conteúdo audiovisual que podemos analisar para tentar descobrir se ele foi manipulado e virou um perigoso Deepfake:

-Quem postou/repassou? – Isso vale para conteúdos escritos também. Dependendo de onde vem a propagação do conteúdo, já se tem uma boa ideia se é confiável ou não. Foi postado em um portal de notícias conhecido, estabelecido, consagrado? Ou em blogs, páginas e outros canais sem qualquer expressão? Desconfie.

-Repercussão geral – Também vale para conteúdos escritos. Se tal vídeo veio no grupão das tias do WhatsApp mas não está repercutindo geral na web, acenda a luz amarela. Provavelmente é material produzido no mundo subterrâneo das fakenews;

-Plausibilidade. – Lembram do velho ditado. que diz que “quando a esmola é demais até o santo desconfia”? Pois é. Vale também e inclusive para vídeos que cheguem pra você contendo personagens conhecidos com declarações simplesmente do avesso, totalmente diferentes e opostas ao que você está acostumado a ver da pessoa;

Para além desses aspectos, também faço aqui uma sugestão de caráter um pouco mais geral, no que diz respeito a consumo de informações: adquira cultura! Sim! O mundo está tão complexo e tão traiçoeiro, que ter fugido às aulas de História, por exemplo, é algo que tem mostrado seus efeitos agora… é preciso se informar e aprender sobre o mundo e o funcionamento da sociedade, para não cair em esparrelas.

E, fechando, recursos tecnológicos para combater Deepfake até existem, mas no momento são considerados caros e complexos para implementação e sobretudo, disseminação.

Até que se popularizem, vale mesmo a nossa cautela!

Nesse vídeo o Bruno Sartori explica o DeepFake e dá mais dicas de como descobri-los.

Sucesso aí!